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Mais de 4 mil seminaristas participaram da celebração eucarística com o Papa Bento XVI, na Nossa Senhora La Real de La Almudena, em Madri, na manhã deste sábado (20), penúltimo dia da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende exclui Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter e o prazer”, afimou o pontífice, que também alertou os seminaristas sobre o risco de serem desprezados “como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muitos se prostram hoje”.

O santo padre ainda destacou que aqueles que se preparam para o ministério presbiteral devem pedir a Cristo que lhes ensine a aproximar-se dos enfermos e dos pobres, “com simplicidade e generosidade”. “Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana”, incentivou o papa.

De acordo com Bento XVI, a preparação dos seminaristas deve ser tempo de silêncio interior, oração permanente, estudo constante e de progressiva inserção nas atividades e estruturas pastorais da Igreja. Ele exortou a todos a buscarem a santidade. “Devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar”.

Para o seminarista Andrey Ogrodowski, da Arquidiocese de São Paulo, “a presença do Santo Padre tem uma força, algo que contagia” “Suas palavras calam fundo em nosso coração como vindas do próprio Jesus aos seus discípulos”, disse o jovem que manifestou sua alegria por testemunhar a diversidade eclesial presente na JMJ.

“A universalidade da nossa igreja, a alegria, o carinho entre uns e outros mesmo sem se conhecerem dos mais variados rincões da Terra, mas uma mesma família, o respeito e a veneração ao Santo Padre quando se dirige aos peregrinos, um silêncio profundo para não se perder uma só palavra dele, ao mesmo tempo o desejo de se manifestar e expandir gritos, palmas, hinos, para como que para dizer estamos aqui, santo padre, e lhe amamos!”, destacou.

 

Fonte: Fernando Geronazzo com CNBB, de Madri