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1. Antigo Santuário e novo Santuário

A primitiva Igreja cuja reforma foi iniciada em 1774 e concluída em 1801, construída em estilo colonial simples, em taipa de pilão, com paredes de 1,1 m de espessura e que serviu de Igreja Matriz por muitos anos, foi elevada a Santuário Arquidiocesano de São Paulo pelo 1º Arcebispo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, em 20 de julho de 1909. Foi o primeiro Santuário da cidade de São Paulo.

Basilica

Desde o seu início este local foi centro de peregrinação e de visitação. Consta dos registros a visita em 1816 do naturalista francês August de Saint-Hilaire, assim como em 24 de agosto de 1822, quando se dirigia a Santos, vindo do Rio de Janeiro, Dom Pedro I pernoitou na Penha, e, no dia seguinte, depois de ouvir a missa na igreja da Penha, seguiu para Santos, e 14 dias depois proclamava a Independência do Brasil, às margens do Rio Ipiranga. à Igreja da Penha. Em 1886, Dom Pedro II veio a São Paulo, e juntamente com sua esposa, a Imperatriz Teresa Cristina Maria, visitara a Igreja da Penha.

Já em 25 de agosto de 1904, o Pe. Antônio Benedito de Camargo, vigário da Paróquia, escrevendo no livro do Tombo, ao referir-se à Penha consignou, de seu próprio punho o seguinte: “É soberba, edificada a povoação sobre um alto, num descampado inteiramente plano onde sopram todos os ventos, que fazem trazer a população isenta de moléstias. É esta procurada continuamente por convalescentes, espécie de sanatório de onde tem eles saído sãos robustos, cheios de vida. É raro, por isso, aparecer entre os habitantes daqui moléstias de caráter grave”.

Os filhos espirituais de Santo Afonso começaram por implantar na população o espírito de piedade, a verdadeira devoção à Nossa Senhora que consiste, antes de tudo, na prática dos mandamentos de Deus e da Igreja e nos exercícios das virtudes cristãs.

Numerosas romarias das paróquias passaram a vir ao Santuário, além do incalculável número de romeiros, que sobretudo, aos domingos afluem ao Santuário para implorar a proteção milagrosa de Nossa Senhora da Penha e cumprir as suas promessas.

Pe. Oscar Chagas de Azevedo, primeiro vigário redentorista brasileiro, em 1935, iniciou e conseguiu levar adiante a reforma que deu ao antigo Santuário a forma que apresenta até o dia de hoje. Em 1959, o Santuário comemorou o seu jubileu de Ouro, ou seja, 50 anos em que fora elevado a Santuário.

No dia 15 de setembro de 1957, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, 3º Arcebispo de São Paulo, lançou, solenemente, a pedra fundamental de uma nova Igreja que seria, sem dúvida, uma das maiores da cidade de São Paulo. Coube ao Pe. José Augusto da Costa, vigário muito dinâmico e estimado pelos penhenses, a tarefa de iniciar em 1958 a construção do novo Santuário que teve sua inauguração em 1967. No altar mor do novo Santuário se encontra a imagem milagrosa e tradicional deixada pelo viajante francês.

Durante algum tempo os dois templos funcionaram como Santuário e, em 1995, o Bispo Diocesano de São Miguel Paulista, Dom Fernando Legal, reestruturou o antigo Santuário dando-lhe a denominação de Santuário Eucarístico Diocesano Nossa Senhora da Penha.

 

Santuário Nossa Senhora da Penha de França


2. Santuário Basílica Menor

No dia 07 de junho de 1985 o novo Santuário de Nossa Senhora da Penha foi elevado à condição de Basílica Menor, pelo Papa João Paulo II que na sua Bula Pontifícia lembra a condição de Nossa Senhora da Penha de França como padroeira civil da cidade de São Paulo. A seguir transcrevemos o documento pontifício:

“João Paulo II para toda a posteridade: Em um dos mais belos bairros da cidade de São Paulo está situado o novo e importante santuário que pelo esplendor singular de suas obras de arte e pela sua amplitude e majestade tornou-se muito conhecido, e, foi consagrado, no ano passado a Nossa Senhora da Penha já anteriormente escolhida para padroeira de São Paulo e como tal sempre honrada piedosamente e fielmente venerada pelos habitantes da cidade.

A fim de que nenhuma dignidade, decoro e esplendor viessem a faltar nessa importante Igreja da Arquidiocese nosso venerável irmão Cardeal Paulo Evaristo Arns julgou oportuno e urgente solicitar a esta Sé Apostólica, em favor da mesma, o título de Basílica Menor para que pudesse mais plenamente cumprir sua missão de Templo Marial e, ao mesmo tempo, transformar aquele local em grande e operante centro de pastoral e dali difundir seus efeitos.

Diante deste pedido e de suas causas que, Nós de boa vontade e de boa mente recebemos, confiando no parecer favorável da Congregação do Culto Divino devidamente informada, por força desta carta determinamos que ao referido templo, dedicado a Deus, para honra e culto da Santíssima Virgem, sob a denominação de Nossa Senhora da Penha, na Arquidiocese de São Paulo, seja já conferido o título e a dignidade litúrgica de Basílica Menor, com todos os direitos e privilégios que lhes são anexos.

Determinamos, igualmente, que sejam observadas todas as normas contidas no decreto sobre Basílica Menor do dia 06 de junho de 1968.

Nada obstando em contrário.

Dado e passado em Roma, junto ao túmulo de São Pedro, sob o anel do pescador, no dia 07 de junho de 1985, sétimo ano de nosso pontificado”.

Imagem original, em madeira, de Nossa Senhora da Penha

No altar mor da Basílica Menor se encontra
a imagem milagrosa e tradicional
deixada pelo viajante
francês.

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