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Como já é costume da nossa igreja Catedral de São Miguel Arcanjo, a missa solene, do padroeiro diocesano, é sempre transferida para o domingo mais próximo da festa, que é no dia 29 de setembro, visando uma maior participação dos fiéis. Seguindo todas as normas de distanciamento social, no último dia 27 de setembro, nosso bispo, Dom Manuel Parrado Carral, presidiu a solene celebração eucarística em honra a São Miguel Arcanjo, patrono de nossa Diocese, que foi concelebrada pelo vigário paroquial da catedral, Pe. Rogério Arcanjo. A festa foi precedida pela novena preparatória, que teve como tema Deus nos amou com amor eterno.

Em sua homilia, Dom Manuel lembrava, além da própria festa dos arcanjos, o aniversário dos 460 anos de fundação do bairro de São Miguel Paulista que, neste ano, era também marcado pela tristeza de tantas famílias enlutadas devido à pandemia da Covid-19. "Apesar desse triste contexto, na participação da mesa da Palavra e da Eucaristia, queremos louvar e agradecer a Deus pela sua constante presença em nossa histórica caminhada", disse.

Dom Manuel, recordando-se do tema geral da novena deste ano, destacou que foi justamente movido pelo amor que o jovem José de Anchieta veio ser missionário no Brasil, depois de deixar sua terra natal e entrar na Companhia de Jesus. "A história de nosso bairro está ligada a São José de Anchieta, que acompanhou os índios que deixaram Piratininga e aqui construíram uma simples capela de sapé, em 1560, dedicando-a a São Miguel Arcanjo, de quem era muito devoto. Ao redor desta capela, desenvolveu-se o povoado, hoje bairro de São Miguel Paulista", lembrou.

Além disso, o bispo também fez memória do Pe. Aleixo Monteiro Mafra, cujos restos mortais repousam na Catedral de nossa Diocese. "Em sua pessoa, recordamos de tantos homens e mulheres que, no decorrer da história, foram construindo este bairro e mantendo a tradição de fé na participação comunitária. Esse é o patrimônio religioso, cultural, social, econômico e político que recebemos. Cabe a nós manter esse legado e aperfeiçoá-lo, a partir dos desafios deste tempo de pandemia, que exige dos poderes constituídos maior atenção às necessidades básicas do nosso povo", destacou. "A Covid-19 deixou bastante claro o abismo que existe na sociedade, entre aqueles que, de um lado, acumulam e esbanjam riquezas, indiferentes às necessidades e sofrimentos de milhões de pessoas que, de outro lado, estão desempregadas, passando fome e humilhações. Como estamos ajudando a diminuir o grande abismo que existe na sociedade, em relação aos grandes bens que Deus criou para todos, mas que acabam nas mãos de poucos?", perguntou.

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Dom Manuel também comentou a liturgia do 26º domingo do Tempo Comum, destacando dois pontos essenciais: primeiro, a responsabilidade pela própria conduta de cada um, no que diz respeito à salvação; segundo, que não basta dizer sim ao projeto de Deus, mas que é preciso conformar nossos sentimentos e nossas atitudes ao ensinamento e às atitudes de Jesus Cristo.

Ao final da santa missa, o vigário paroquial da Catedral, Pe. Rogério, agradeceu a presença de Dom Manuel, cumprimentando-o pelo seu aniversário natalício, celebrado no dia 29 de setembro.

Viva São Miguel Arcanjo, nosso padroeiro diocesano! Viva São Gabriel! Viva São Rafael!