Na tarde do dia 3 de outubro, em Assis, Francisco celebrou a missa e assinou a sua terceira Encíclica.

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No dia 3 de outubro, os olhares de todo o mundo se voltaram para a cidade de Assis, junto ao túmulo de São Francisco, onde, a partir das 14h55 no horário local (9h55, em Brasília), o papa Francisco presidiu a missa e assinou sua mais nova encíclica Fratelli tutti, sobre a fraternidade e a amizade social. Devido à situação sanitária, a visita a Assis se realizou de forma privada, sem a participação dos fiéis. 

O Pontífice foi recebido pelo custódio do Sagrado Convento de Assis, pe. Mauro Gambetti. A celebração eucarística contou com a participação de cerca de vinte frades, alguns religiosos, junto com o bispo da diocese, Domenico Sorrentino, e o cardeal Agostino Vallini, legado pontifício para as basílicas de São Francisco e Santa Maria dos Anjos, em Assis. Esta é a quarta vez que o Papa Francisco vai a Assis.

Pouco antes da assinatura, o papa agradeceu à Primeira Seção da Secretaria de Estado que trabalhou na redação e tradução da Encíclica. "Agora, assinarei a Encíclica que o monsenhor Paolo Braida, encarregado das traduções e também dos discursos do Papa, na Primeira Seção, traz ao altar. Ele supervisiona tudo e por isso que eu quis que ele estivesse presente aqui hoje e me trouxesse a Encíclica. Vieram com ele dois tradutores: pe. Antônio, tradutor da língua portuguesa, que traduziu do espanhol para o português; e o pe. Cruz que é espanhol e supervisionou um pouco as outras traduções do original em espanhol. Faço isso como um sinal de gratidão a toda a Primeira Seção da Secretaria de Estado que trabalhou nesta redação e tradução", destacou.

A nova encíclica

O novo documento papal está dividido em oito capítulos: I) As sombras dum mundo fechado; II) Um estranho no caminho; III) Pensar e gerar um mundo aberto; IV) Um coração aberto ao mundo moderno; V) A política melhor; VI) Diálogo e amizade social; VII) Percursos dum novo encontro; VIII) As religiões ao serviço da fraternidade no mundo.

Segundo o papa, as páginas do texto não pretendem resumir a doutrina sobre o amor fraterno, mas deter-se na sua dimensão universal, na sua abertura a todos. "Entrego esta encíclica social como humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar e ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras", escreveu. (FT 6)

Como pediu o papa, "sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos". (FT 8)

Clique aqui para acessar e ler a nova encíclica do papa.

(com informações e imagem do Vatican News)