Mensagem de Páscoa - 2017

“Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!”

Neste Ano Mariano, na alegria de celebrar o acontecimento central de nossa fé: “Jesus Cristo ressuscitou, verdadeiramente, e está vivo entre nós”, saúdo o Povo de Deus da Diocese de São Miguel Paulista com os votos de uma feliz e santa Páscoa.

Vivemos no mundo que apresenta horizontes sombrios, onde as pessoas andam tristes e inquietas. Como cristãos, celebrando a Páscoa da Ressurreição, “descobrimos de novo a alegria de crer e reencontramos o entusiasmo de comunicar a fé.”(Bento XVI)

Celebrando os 300 anos do encontro da imagem da Imaculada Conceição no Rio Paraíba do Sul por três humildes pescadores, com Nossa Senhora Aparecida, sejamos anunciadores da Boa Notícia da Ressurreição do Senhor em nossas famílias, nos ambientes de trabalho e junto a nossos amigos: Alegrai-vos, o Senhor ressuscitou!

Se a tempestade e os ventos contrários dificultam a nossa caminhada, não tenhamos medo, não desanimemos. Cristo ressuscitou! Cristo está vivo entre nós! Ele é nossa força e a nossa vitória. Levemos esta certeza, esta alegria serena e confiante a todos. O mundo precisa da paz e da alegria que o Senhor Jesus conquistou para nós.

Que a Virgem Maria, invocada sob o título de Nossa Senhora da Alegria, nos ampare em todas as dificuldades e sofrimentos, conservando em nós a alegria do coração. Envio a todos minha especial bênção como penhor das graças de Deus. Que esta bênção chegue principalmente aos idosos, aos doentes, aos tristes e deprimidos.

O Senhor ressuscitou! Alegrai-vos no Senhor! Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Dom Manuel Parrado Carral
Bispo Diocesano de São Miguel Paulista

Caminhada da Ressurreição

Cristo Ressuscitado, fé e alegria, caminhando ao nosso lado

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Realizar a 33ª Caminhada da Ressurreição é a oportunidade para refletir sobre a Igreja, Povo de Deus peregrino no mundo a caminho da Casa do Pai. O Concílio Ecumênico Vaticano II na Constituição Dogmática Lumen Gentium desenvolveu com clareza esta visão da Igreja, comparando-a com o povo de Israel, o antigo povo de Deus peregrino no deserto.

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Encerrando o Tríduo Pascal, a Diocese de São Miguel Paulista realizou a 33ª Caminhada da Ressurreição com o tema: Cristo Ressuscitado, fé e alegria, caminhando ao nosso lado. Uma grande multidão, estimada em mais de 75.000 pessoas, concentrou-se ao longo da rua lateral ao Santuário Eucarístico Nossa Senhora da Penha. Às 24h o Bispo Diocesano fez a abertura oficial da caminhada lendo o texto do evangelho de João que narra a Ressurreição do Senhor e animou a todos para fazer o longo trajeto de 13 quilômetros, distância entre a Penha e São Miguel Paulista.

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A caminhada chegou à Praça da Catedral às 6h da manhã onde foi celebrada a Santa Missa de Páscoa presidida por Dom Manuel que em sua homilia destacou o testemunho de alegria e esperança que o cristão deve dar ao mundo, pois, Jesus Cristo venceu a morte. Cristo Ressuscitado caminha ao nosso lado. Conosco caminha a Virgem Maria, a Senhora Aparecida, neste Ano Mariano. Esta é a nossa fé e a nossa alegria!

Em missa dos Santos Óleos é celebrada a unidade

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Precedendo a celebração do Tríduo Pascal, o clero da Diocese de São Miguel Paulista esteve reunido no dia 11 de abril, no seminário diocesano, participando de uma manhã de espiritualidade orientada pelo Pe. Vicente Frizullo encerrando com o almoço de confraternização de páscoa.

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Na quarta-feira santa, às 19h30o, na Basílica de Nossa Senhora da Penha Dom Manuel presidiu a Santa Missa que foi concelebrada por Dom Fernando, Dom José Maria e pelos padres que exercem seu ministério em nossa Diocese, na qual se deu a bênção dos santos óleos e a renovação das promessas sacerdotais.

Em sua homilia, Dom Manoel destacou o sentido de unidade desta celebração, pois, os santos óleos ali abençoados e consagrado foram entregues aos representantes de todas as paróquia para serem usados na administração dos sacramentos do Batismo, dos enfermos e da Crisma.

Para CNBB, Reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”

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A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, dia 23 de março, uma nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, os bispos elencam alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, considerando que a mesma “escolhe o caminho da exclusão social” e convocam os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.

Em entrevista coletiva à imprensa, também foram apresentadas outras duas notas. Uma sobre o foro privilegiado e outra em defesa da isenção das instituições filantrópicas. Na ocasião, a Presidência da CNBB falou das atividades e temas de discussão durante a reunião do Conselho Permanente, que teve início na terça-feira, dia 21 de março e terminou no fim da manhã desta quinta, 23 de março.

Apreensão
Na nota sobre a PEC 287, a CNBB manifesta apreensão com relação ao projeto do Poder Executivo em tramitação no Congresso Nacional. “A previdência não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, salientam os bispos.

O Governo Federal argumenta que há um déficit previdenciário, justificativa questionada por entidades, parlamentares e até contestadas levando em consideração informações divulgadas por outros governamentais. Neste sentido, os bispos afirmam não ser possível “encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”.

A entidade valorizou iniciativas que visam conhecer a real situação do sistema previdenciário brasileiro com envolvimento da sociedade.

Clique aqui para ver a íntegra da nota.

Fonte: CNBB

Mensagem do Papa Francisco aos fiéis brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2017

 PapaFranciscoQueridos irmãos e irmãs do Brasil!

Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.

O objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, inspirado na passagem do Livro do Gênesis (cf. Gn 2,15), é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Como “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43), esta Campanha convida a contemplar, admirar, agradecer e respeitar a diversidade natural que se manifesta nos diversos biomas do Brasil – um verdadeiro dom de Deus - através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.

Todos os anos, a Campanha da Fraternidade acontece no tempo forte da Quaresma. Trata-se de um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal. A comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. Reafirmo, assim, o que recordei por ocasião do Ano santo Extraordinário: a misericórdia exige “restituir dignidade àqueles que dela se viram privados” (Misericordiae vultus, 16). Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objetivos. Invocando a companhia e a proteção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 15 de fevereiro de 2017.

Franciscus PP.

 

Campanha da Fraternidade de 2017

Tema: Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida
Lema: “ Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15)

A Campanha da Fraternidade de 2017, na continuidade da CF/2016: “Casa Comum nossa responsabilidade” e na direção indicada pela carta encíclica do Papa Francisco Laudato Si, nos propõe, para a quaresma de 2017, refletir o tema: ‘Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida’iluminado pelo lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15).

Que são biomas? Biomas são conjuntos de ecossistemas, terrestres e aquáticos, com características semelhantes dispostos em uma mesma região e que, historicamente, sofreram as mesmas influencias nos processos de formação. São lugares que Deus criou especialmente para as espécies que ali podem viver e conviver. No Brasil distinguimos seis (06) biomas: Bioma Amazônico, Bioma da Caatinga, Bioma do Cerrado, Bioma da Mata Atlântica, Bioma dos Pampas e Bioma do Pantanal.

Exorto os fiéis a refletirem o tema da Campanha da Fraternidade durante os exercícios quaresmais, nos grupos de oração, nos círculos bíblicos, nos encontros das pastorais e movimentos, e a contemplarem em cada bioma o amor de Deus Trindade que se transborda na criação. Em cada bioma, com carinho de Pai, Deus colocou todos os elementos necessários para a sobrevivência dos seres que ali vivem. Infelizmente, o homem em sua ação depredatória, em busca de poder e riquezas,no decorrer da história e, de forma mais devastadora, em nossos dias,comprometeu o equilíbrio dos biomas e consequentemente a qualidade de vida na região.

O Papa Francisco escreve: “Não podemos defender uma espiritualidade que esqueça Deus todo-poderoso e criador. Neste caso, acabaríamos por adorar outros poderes do mundo, ou colocar-nos-íamos no lugar do Senhor chegando à pretensão de espezinhar sem limites a realidade criada por Ele. A melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretensão de ser dominador absoluto da terra, é voltar a propor a figura de um Pai criador e único dono do mundo; caso contrário, o ser humano tenderá sempre a querer impor à realidade as suas próprias leis e interesses”. (Laudato Si – 75)

Celebrando o Ano Mariano, peçamos a intercessão de Maria, a Mãe Aparecida, para que nesta quaresma, iluminados pelo lema da Campanha da Fraternidade “Cultivar e guardar a criação”, realizemos uma verdadeira mudança de atitudes, uma metanóia para que este canto se torne realidade:

Que entre nós cresça uma nova ecologia (cf LS, cap.IV),
onde a pessoa, a natureza, a vida, enfim,
possam cantar na mais perfeita sinfonia
ao Criador que faz da terra o seu jardim.


Dom Manuel Parrado Carral