A Igreja celebra os 100 anos das Aparições de Fátima

No dia 13 de maio, com a presença do Papa Francisco em Fátima, celebramos os 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima (1917-2017). Nesta ocasião o Papa Francisco canonizou os pastorinhos Jacinta e Francisco e destacou o sentido dessas aparições e os pedidos de Maria: rezar o terço, meditassem os mistérios do rosário, confessassem-se e recebessem a sagrada comunhão em reparação aos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

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Em nossa Diocese as paróquias quem têm o título de Nossa Senhora de Fátima celebraram a festa com grande júbilo e participação. Dom Manuel presidiu o jubileu de Fátima em missa concelebrada na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vila Curuçá.

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Em sua homilia o Bispo Diocesano, entre outras reflexões, lembrou que os apelos da Virgem Maria há 100 anos, dirigidos a todos nós, através das três crianças: Lúcia, Francisco e Jacinta, em Fátima, são um sinal de sua maternal solicitude que continua a nos alertar e a nos exortar a ouvir e a fazer tudo o que Jesus nos pede. Entre as mensagens transmitidas por Maria em Fátima, sobressaem os apelos à fé, à oração, à penitência, a ouvir e seguir Jesus, a amar e a desagravar Deus Nosso Senhor, dando um testemunho vivo, atual e dinâmico de nossa fé no nosso dia a dia.

Encerrada a 55a. Assembleia dos bispos da CNBB realizada em Aparecida (SP)

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Encerrou-se na manhã desta sexta-feira, 5 de maio, a 55a. Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O encontro foi realizado no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida, situado no pátio do Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, em Aparecida (SP). Na cerimônia de encerramento, os bispos realizaram uma breve oração de ação de graças pelos trabalhos realizados durante os dez dias que permaneceram reunidos convivendo, estudando, debatendo e rezando pela Igreja.

Eram mais de 370 membros da Conferência na reunião: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos prelados, bispos auxiliares e coadjutores. Além desses bispos, estiveram presentes mais de 50 bispos eméritos, isto é, aqueles que já renunciaram ao governo de Igrejas Particulares e se encontram num tempo fértil de descanso e em trabalhos diferentes. No encontro, os bispos contaram com a ajuda de grande equipe de colaboradores formada por assessores das comissões episcopais, funcionários e a equipe de serviços do Centro de Eventos.

Uma série de empresas do ramo de livros, imagens e vestes religiosas ocuparam uma área especial na qual era possível circular nos intervalos da assembleia. Neste espaço, foram apresentadas as últimas publicações das Edições CNBB.

Cobertura da Mídia

Na ala de recepção do local onde foi realizada a 55a. Assembleia Geral, estava a sala de Assessoria de Imprensa da CNBB que contou com a presença permanente de três jornalistas, um fotógrafo e um facilitador da comunicação entre os profissionais e os bispos em plenário. Neste lugar também foram distribuídas credenciais e era a referência para todo tipo de informação a respeito do encontro.

Numa sala exclusiva, servida de café e biscoitos, os jornalistas credenciados puderam realizar seus trabalhos contando com internet cabeada e instalações apropriadas. Todos os dias da semana, participaram de dois momentos nos quais poderiam suprir a busca de informações: a Entrevista Coletiva sempre contava com 4 bispos. O presidente da Comissão para Comunicação conduzia o encontro e três bispos escalados pela presidência respondiam a todos os questionamentos dos jornalistas a respeito da Assembleia e de temas variados da vida da Igreja. Um outro momento, mais informal e não oficial, foi o “Meeting Point”, pela primeira vez experimentado, no qual se convidava um bispo para tratar de algum assunto importante e que não fazia parte da grade oficial do encontro.

Várias equipes de emissoras de TV inspiração católica fizeram cobertura permanente: Rede Aparecida, Rede Vida, Canção Nova, Século 21 e Rede Milícia. Várias emissoras de Rádio se fizeram presente, entre elas estava a Rádio 9 de Julho, de São Paulo que manteve uma equipe constante. Dois jornais, entre outros, fizeram uma ampla cobertura: “Jornal Santuário”, de Aparecida e Jornal “O São Paulo”, da arquidiocese de São Paulo.

Ainda estiveram presentes em algum momento ou fizeram entrevista pelo telefone grandes veículos da Mídia Nacional: Rede Globo, Bandeirantes, SBT, Jornais Folha de São Paulo, O Globo e O Estado de São Paulo, este último com presença em toda a primeira semana da Assembleia com o repórter José Maria Mayrink.

A parceria da CNBB com o portal a12.com de Aparecida foi um dos pontos relevantes no trabalho de cobertura jornalística da Assembleia. Diariamente, o portal transmitiu as Entrevistas Coletivas e o “Meeting Point”. “Este tipo de serviço foi de extrema importância para nosso Plano de Comunicação da CNBB porque, com a transmissão do a12.com chegávamos às redações de todos os veículos de comunicação interessados no encontro dos bispos”, diz Pe. Rafael Vieira, coordenador da Assessoria de Imprensa da CNBB.

Temário

O tema central da Assembleia, “Iniciação à Vida Cristã”, foi trabalhado em diversas sessões do encontro. Contou com estudos de grupos e plenários que, no final, votou e aprovou um texto final para ajudar as dioceses e comunidades na caminhada de constante renovação da iniciação à vida cristã de crianças, jovens e adultos.

Outros temas também receberam atenção particular dos bispos, entre eles estão: “Projeto Comunhão e Partilha”, iniciativa que completou 5 anos e é a expressão da solidariedade financeira para com dioceses pobres, principalmente para ajudar na formação do clero; “Pensando o Brasil”, um movimento que tem reunido estudos dos bispos em relação a diversas realidades sociais brasileiras. Este ano, o trabalho foi voltado para a Educação; “Celebração da Palavra de Deus”, um documento para animar comunidades que não podem ter a celebração da Eucaristia em várias partes do Brasil; “Ministros da Palavra”, ligado ao tema anterior, este documento analisado pelos bispos servirá de ajuda para a formação de pessoas que se capacitam para a pregação; “Novas formas de consagração e Novas Comunidades” também foi tema estudado pelos bispos.

Atividades

Os bispos tiveram quatro sessões privativas, numa delas contaram com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D´Aniello. Todos os dias, no começo da manhã, as 7h30, os bispos celebraram a Eucaristia no Santuário Nacional e no final de semana, dias 29 e 30 de aabril, participaram de um Retiro Espiritual pregado pelo monge trapista, dom Bernardo Bonowitz. A liturgia das horas foi celebrada, todos os dias, no plenário da Assembleia contando sempre com a ajuda do jesuíta, Ir. Fernando Benedito Vieira, da assessoria para a Música Litúrgica da CNBB.

O ritmo dos trabalhos foi bastante intenso e os bispos ainda faziam deslocamentos longos, considerando o movimento da ida para a missa e para ao almoço, entre o hotel Rainha do Brasil, onde a maioria esteve hospedada, o Santuário Nacional e o Centro de Eventos. Uma quantidade significativa enfrentou esses trajetos à pé. As atividades começavam muito cedo e terminavam somente depois das 20h, além dos pequenos grupos que se reuniam depois do jantar como foi o caso daquele formado pelos membros do Consep que se encontrava quase todos os dias. O único tempo de descanso foi a tarde do domingo, dia 30 de abril.

Fonte:CNBB

Presidente da CNBB celebra missa de encerramento da 55ª Assembleia Geral

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A missa de enceramento da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve início no dia 26 de abril em Aparecida (SP), foi celebrada pela presidência da CNBB. O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, agradeceu a Deus realização da assembleia, pediu pela Conferência e pela igreja no Brasil.

Dom Sergio agradeceu ainda pelos vários estudos e pronunciamento aprovados durante a assembleia, especialmente, sobre o valioso documento sobre a Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários.

“Esse tema nos traz a memória a Conferencia de Aparecida cujos 10 anos estamos celebrando, que teve como tema: Discípulos e Missionários de Jesus Cristo para que Nele nossos povos tenham vida ”.

O Ano Nacional Mariano que celebra os 300 anos do encontro da imagem de N.S Aparecida, nas águas do Rio paraíba do Sul, interior de São Paulo, também foi lembrado durante a homilia do cardeal que refletiu sobre a leitura dos Atos dos Apóstolos que retrata Saulo caído por terra.

“Há muita gente caída como Saulo querendo ou necessitando levantar-se. Certamente, não lhes falta a mão estendida do Senhor ressuscitado. Porém, há muita gente necessitada também das mãos estendidas dos irmãos, das mãos estendidas dos irmãos de uma comunidade misericordiosa e acolhedora, das nossas mãos estendidas”.

Dom Sérgio refletiu ainda sobre Ananias que é mandado para ajudar Saulo a enxergar pelos olhos da fé. O encontro deles marca a conversão de Paulo que começa a conhecer Jesus com ajuda da comunidade representada na Palavra por Ananias.

“Motivados pela Palavra de Deus e pela Conferência de Aparecida, nós somos chamados a ser uma igreja de discípulos missionários, que vive do encontro com o ressuscitado, que vive fraternalmente em comunidade, mas que se levantam para sair ao encontro de quem está necessitado de corações e braços abertos para se levantar, para sair o encontro de quem não consegue ver, mas deseja e necessita caminhar na luz e responder: quem és tu Senhor”.

O cardeal finalizou a homilia pedindo a bênção de N. S Aparecida e refletindo a necessidade dos fieis de permanecerem em Cristo, comendo da Sua carne e bebendo do Seu sangue, alimentando-se do pão descido do céu.

“O encontro pessoal e comunitário com Cristo, especialmente, na Eucaristia é fonte, é alimento da nossa vida e missão”.

Foto: Reprodução portal A12.com

Bispo copta egípcio Dom Kyrillos visita a 55ª Assembleia Geral da CNBB e fala do martírio

No plenário da 55a. Assembleia Geral da CNBB, na tarde desta quinta-feira, 4 de maio, os bispos ouviram um relato feito por dom Kyrillos William Samaan, bispo Copta egípcio em visita ao Brasil. Ele esteve com o Papa Francisco, no Cairo, na semana passada. Segundo informações da Rádio Vaticano, o Egito é um país de quase 90 milhões de habitantes, em que 89% são muçulmanos sunitas, cerca de 10% são coptas ortodoxos e somente 0,1% são católicos, de vários ritos.

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Dom Kyrillos disse aos membros da CNBB que muitos cristãos coptas passaram para o islamismo e que sua igreja é conhecida, desde os primórdios, como igreja de mártires: “O martírio não é uma coisa nova em nossa igreja”. O bispos se referia à tragédia ocorrida no Domingo de Ramos, quando um atentado suicida que provocou 29 mortos na igreja copta de São Jorge em Tanta, a 94 quilómetros do Cairo. “O mundo sofreu conosco”, disse o bispo. “Nossas igrejas continuaram as celebrações da Semana Santa ainda mais cheias.

O bispo disse ainda que os cristãos do Egito, desde 1952, começou processo de degradação da vida social. Passaram a ser considerados cidadãos de segunda classe. O Estado e a religiao Islâmica se uniram e o caminho dos cristãos tornou-se ainda mais duro. Dom Kyrillos disse ainda que a chamada “primavera árabe” trouxe muita esperança: porque jovens muçulmanos e cristãos foram para a praça pedir igualdade e Justiça, mas rapidamente os acontecimentos políticos fez tudo voltar para trás e hoje os cristãos continuam uma caminhada de dificuldades no Egito.

 

Fonte: CNBB

CNBB lança Nota Oficial sobre o grave Momento Nacional na última Coletiva da 55a. Assembleia

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O episcopado brasileiro, reunido em Assembleia Geral, em Aparecida (SP), emitiu Nota Oficial sobre o momento que o o Brasil atravessa nos últimos tempos. Na véspera do encerramento do encontro anual dos bispos, a presidência da CNBB fez um balanço dos trabalhos e leu a Nota para os jornalistas.

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O Brasil é “um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna”, afirmam os bispos. E advertem: “Urge retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais”.

Leia a Nota na íntegra:

O GRAVE MOMENTO NACIONAL

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves
problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI – Caritas in Veritate, 9).

O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males

mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)

O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população. É preciso construir uma democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves consequências para o bem do povo brasileiro.

É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.

Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por negar a primazia do ser humano sobre o capital (cf. Evangelii Gaudium, 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa Francisco, que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium 58).

O desenvolvimento social, critério de legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência, que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência: a impunidade; os crescentes conflitos na cidade e no campo; o desemprego; a desigualdade social; a desconstrução dos direitos de comunidades tradicionais; a falta de reconhecimento e demarcação dos territórios indígenas e quilombolas; a degradação ambiental; a criminalização de movimentos sociais e populares; a situação deplorável do sistema carcerário. É preocupante, também, a falta de perspectivas de futuro para os jovens. Igualmente desafiador é o crime organizado, presente em
diversos âmbitos da sociedade.

Nas cidades, atos de violência espalham terror, vitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado. Ocorridos recentemente, o massacre de trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana, no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição dos responsáveis.

No esforço de superação do grave momento atual, são necessárias reformas, que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei. Da Mídia espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.
Não há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade. Por isso, urge a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista (…). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco – Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais – 24 de abril de 2017).

O povo brasileiro tem coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada.

A CNBB está sempre à disposição para colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemos e conclama os católicos e as pessoas de boa vontade a participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que queremos.
No Ano Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus nos abençoe!

Aparecida – SP, 3 de maio de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Encontro de gerações entre o bispo mais idoso e o mais jovem na 55ª Assembleia Geral

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52 anos. Esta é a diferença de idade entre o dom José Maria Pires, 98 anos, bispo emérito da Paraíba (PB) e dom Geovane Luís da Silva, 46 anos, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG). Em um encontro de gerações entre o mais idoso e o mais jovem bispo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil presentes na 55ª Assembleia Geral eles se saúdam e se acolhem, apontando os desafios de ser bispo na Igreja no Brasil.

Dom José Maria, cuja ordenação episcopal foi em 22 de setembro de 1957, acolhe dom Geovane Luís e todos novos bispos, desafiando-os a ser não os bispos que mandam, mas os que orientam e caminham junto ao povo. Segundo o mais idoso bispo emérito presente na 55ª Assembleia Geral, a Igreja e os bispos não podem estar separados do mundo. “É necessário caminhar e sofrer as dores do povo”, disse.

A primeira palavra do bispo auxiliar de Belo Horizonte, ordenado 27 de maio de 2017, aos bispos eméritos do Brasil é de gratidão. “Muita gratidão aos irmãos bispos eméritos que nos precederam no anúncio da Boa Nova e na formação de comunidades cristãs”.
Estes, para o dom Geovane, ainda hoje mantém acesa no coração a chama da esperança e oferecem à Igreja o testemunho da fé e do amor aos mais sofridos. “Eles são as centelhas vivas do Evangelho”, disse o mais novo pastor.

Natural de Córregos (MG), dom José Maria foi ordenado padre em 20 de dezembro de 1941, em Diamantina (MG). Como bispo, foi presidente da Comissão Episcopal do Nordeste 2. Entre outros, é autor do livro “Do Centro para a Margem”, da editora Vozes, entre outros.

Dom Geovane Luis nasceu em Barbacena (MG), em 21 de junho de 1971. Entre outras funções, foi vigário paroquial da paróquia Santa Ifigênia, em Ouro Preto, professor de Teologia Sacramental, formador no seminário São José em Mariana (MG). Também participou da comissão do processo de beatificação de dom Antônio Ferreira Viçoso, Isabel Cristina Campos e de dom Luciano Mendes de Almeida.

Fonte: CNBB
Foto: Maurício Sant’ana

Lançada a revista anual sobre atividades das Comissões e Organismos nos regionais da CNBB

Os bispos reunidos na 55ª. Assembleia Geral receberam nesta quinta-feira, 4 de maio, a revista “CNBB em ação” com as principais atividades da entidade durante o ano de 2016. Dom Leonardo Steiner, no texto de apresentação dos trabalhos, explica como funciona a Conferência: “Toda a sua dinâmica e organização está a serviço da evangelização: os Regionais, as Comissões, a Secretaria Geral. Tudo e todos, ‘a partir de Jesus Cristo na força do Espírito Santo’, rumo à plenitude daa vida, o Reino definitivo”.

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Dom Leonardo lembra que as atividades apresentadas na “CNBB em ação” e distribuída para todos os bispos em Aparecida (SP) “dão testemunho do serviço que prestam (as Comissões Episcopais Pastorais) para dinamizar e fortificar a evangelização em nosso país”. E pede: “Ao apresentarmos as atividades, elevamos a Deus a ação de graças pelo bem que foi realizado e pela misericórdia que foi semeada”.

Comissões para os Ministérios Ordenados e Comissão para o Laicato
As 12 comissões, a comissão especial da Amazônia e os organismos do Povo de Deus apresentam seus destaques em 74 páginas. Os trabalhos realizados nos 18 regionais da CNBB distribuídos pelo Brasil. Entre esses destaques estão: Congresso Internacional da Pastoral Vocacional, realizado em Roma no mês de outubro e no qual estiveram presentes os representantes da coordenação nacional da Pastoral Vocacional. Esta atividade foi apresentada pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; entre os trabalhos da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato está a Cartilha para as eleições municipais do ano passado.

Comissão para Ação Missionária e Comissão para animação Bíblico-catequética
Uma ação da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial destacada na revista é o 7º. Encontro Nacional da Missão Continental, realizado em Brasília em junho de 2016. Da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética está uma nota sobre o II Nordestão de Catequese, encontro realizado em Fortaleza no começo do mês de outubro: “A alegria estampada no rosto dos catequistas mostrou a comunhão dos mesmos na caminhada por uma catequese de iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal”.

Comissão para a Doutrina, Comissão para a Liturgia e Comissão para o Ecumenismo
Entre as atividades da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé está a apresentação do Grupo Interdisciplinar de Peritos que ajuda a Comissão no cumprimento de sua missão e atribuições. Deste grupo de 13 pessoas, fazem parte a Sra. Maria de Lourdes Corrêa Lima, Doutora em Sagrada Escritura, da PUC Rio e o Sr. Evanildo Costeski, Doutor em Filosofia, da Universidade Federal do Ceará.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia apresenta vários trabalhos na revista, entre eles a revisão do Hinário Litúrgico e o Curso Ecumênico de Atualização Litúrgico Musical realizado em janeiro deste ano, em São Paulo. A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso destaca o VII Simpósio de Formação Ecumênica e de Diálogo Inter-religioso e o Encontro Católico-Pentecostal, os dois eventos realizados em São Paulo.

Comissão para a Caridade e Comissão para a Cultura e Educação
No meio das várias atividades destacadas pela Comissão Episcopal Pastoral para para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz estão: criação da Comissão Especial para o enfrentamento do Tráfico Humano, Lei de Migrações e a campanha “Dê oportunidade” da Pastoral do Menor da CNBB. A Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação traz, entre outros, o destaque para III Encontro de Professores de Ensino Superior realizado em Tubarão (SC), no mês de outubro; I Salão Nacional do Turismo Religioso realizado em Caeté (MG) e o XVIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação realizado em Belo Horizonte (MG) também no mês de outubro.

Comissão para Vida e Família, Comissão para a Juventude e Comissão para a Comunicação
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família apresenta: Curso de Pós-graduação em Pastoral Familiar da PUC Minas, Livreto “Hora da Família” e Semana Nacional da Vida que propôs o tema: “Vida e sociedade”. A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude destaca: Jornada Mundial de Carcóvia, na Polônia e Capacitação para a pastoral juvenil.

A última das 12 comissões ordinárias da CNBB, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação destaca um encontro de Pastoral da Comunicação em Naviraaí (MS), O 6º. Mutirão de Comunicação do regional Nordeste 2 e o 5º. Encontro Nacional da Pascom realizado em Aparecida (SP) na metade do mês de julho e contou com a participação de quase mil agentes para refletir sobre “Comunicação e Liturgia”.

Comissão para a Amazônia e Organismos
A Comissão Episcopal Especial para a Amazônia traz na revista: Encontro da Igreja da Amazônia Legal e Seminários “Laudato Sì”. Na última parte da revista encontram-se breves notícias dor organismos do Povo de Deus: Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Comissão Nacional dos Diáconos (CND), Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), Conselho Nacional dos Leigos e Leigas do Brasil (CNLB) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS).

Fonte: CNBB