A Cruz e o ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude, já percorreram mais de 70 Dioceses em nosso país.

Nos dias 16 a 19 de janeiro aconteceu o "Bote Fé Recife" que encheu as ruas da capital pernambucana de fé e devoção. Uma série de eventos acolheu os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013 no território da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Entre vários eventos, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, foram recebidos na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, e pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), em Abreu e Lima.

Depois dos altos muros, talvez se imagine que o silêncio  seja o detalhe que mais chame a atenção quando alguém se depara com as grades que isolam os cerca de 1.900 detentos da Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, Região Episcopal de Olinda. Imagine, então, chegar à portaria e ouvir versos como “No peito, eu levo uma cruz. No meu coração, o que disse Jesus…”. Quase fora de cogitação. Mas foi exatamente isso que aconteceu na manhã do dia 17 de janeiro.

Eles carregaram a Cruz e o ícone de Nossa Senhora pelo território da penitenciária ao som de um incrível funk “Ô bote fé, bote fé só Jesus é o caminho. Caminhando com ele nunca estou sozinho”. Difícil não se emocionar. Impossível não se envolver com o que foi presenciado.

Em frente à capela localizada no interior da unidade, os presos puderam tocar e reverenciar os símbolos. Os pedidos foram feitos. As orações foram do coração de cada um ao de Nossa Senhora. Pede à mãe que o filho atende.

A manhã não terminou por aí. Era a vez da juventude da Funase, em Abreu e Lima, receberem a visita. Era preciso ir ao encontro dos que se perderam no caminho. Jesus, o Bom Pastor, não se negaria a ir ao encontro das ovelhas perdidas. O encontro foi tímido, mas que rendeu momentos inesquecíveis aos que tiveram o privilégio de presenciá-los. Entrar na quadra e ver todos aqueles jovens atrás das grades, não deixa de causar angústia. A mensagem foi entendida. Era preciso ir ao encontro. Era preciso deixar-se tocar. E foi assim, ‘cela’ por ‘cela’. A cruz era colocada próxima às grades e cada um podia tocá-la. Oportunidade única para eles. Presente para quem pôde registrar encontros tão significativos.

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Fonte: Assessoria de Comunicação AOR/ Comunicação Dioc.SMP