Palavra do Bispo na abertura da Assembleia Diocesana de Pastoral

“Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão”. Com estas palavras motivadoras do Papa Francisco acolho os padres, os diáconos permanentes, os religiosos e as religiosas, os seminaristas, os leigos e leigas representantes eleitos pelo povo de Deus das nossas paróquias e os representantes das pastorais e movimentos organizados em nossa querida Diocese de São Miguel Paulista, para esta assembleia conclusiva do nosso 6º Plano Diocesano de Pastoral.

Fizemos uma longa caminhada que começou com um encontro de duas noites em cada Região Episcopal onde se refletiu a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Em sequência foram realizadas assembleias paroquiais e das pastorais orientadas pelo instrumento de trabalho nº 1. Em um terceiro momento aconteceram as assembleias setoriais seguindo o instrumento de trabalho nº 2, fazendo a escolha de duas prioridades para cada uma das urgências da ação evangelizadora e elegendo os dois representantes de cada paróquia para esta assembleia diocesana.

Portanto, meus irmãos e minhas irmãs, estamos aqui, em nome e representando o Povo de Deus presente na Igreja Particular de São Miguel Paulista, para definirmos as prioridades da nossa Ação Pastora para os próximos anos. A Igreja existe para Evangelizar: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura” é o mandato de Jesus Cristo a seus discípulos, que acabamos de ouvir na passagem do Evangelho que foi proclamado há pouco. E os Atos dos Apóstolos narram como os discípulos “Enviados pelo Espírito Santo começaram a anunciar a Palavra de Deus”.

No início da celebração desta assembléia, cantamos: Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar. Somos povo a caminho, construindo em mutirão: Nova terra, novo Reino, de fraterna comunhão! Este canto expressa a caminhada e o esforço do povo em nossas comunidades e paróquias, pastorais e movimentos participando, dando sugestões, construindo o nosso 6º Plano Diocesano de Pastoral. Pedimos a Deus que ele seja um instrumento que nos ajude a ser um povo em missão, semeando esperança e testemunhando uma Igreja pobre e servidora, sendo luz e sinal do Reino de Deus neste mundo.

Nesta ocasião, em que vamos concluir o processo de construção do 6º plano diocesano de pastoral, é bom trazer à nossa reflexão as palavras do Papa São João Paulo II em sua Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte: “Antes de programar iniciativas concretas é preciso promover uma espiritualidade da comunhão.
Espiritualidade da comunhão significa, em primeiro lugar, ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz deve ser percebida também no rosto dos irmãos que estão em nosso redor”. “Nossa programação não poderá deixar de inspirar-se no mandamento novo dado por Jesus: ‘Como eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros (Jo 13,34).’”

Para ser fiel a Jesus Cristo, nosso 6º Plano Diocesano de Pastoral deve contribuir para fazer crescer cada vez mais o espírito de comunhão entre nós, princípio básico para nossa evangelização: “Vejam como eles se amam... e o número dos convertidos aumentava a cada dia”, nos narra o livro dos Atos dos Apóstolos, mostrando o poder evangelizador do testemunho de comunhão dado pelos primeiros cristãos. Antes de tomar nossas decisões nesta assembleia, vamos fazer silêncio interior para ouvir a Palavra e discernir no Espírito o Projeto de Deus para nossa ação pastoral evangelizadora fazendo presente a realidade que nos cerca e os desafios a enfrentar.

Para ser fiel a Jesus Cristo, nosso 6º Plano Diocesano de Pastoral deve ser um instrumento que ajude nossa Diocese a ser uma Igreja ‘em Saída’ como nos pede o Papa Francisco na Evangelii Gaudium: “A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor e, por isso, ela sabe ir à frente, tomar iniciativas sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos”.

Vamos confiar os trabalhos de nossa assembleia diocesana a Nossa Senhora, Estrela da Nova Evangelização, com as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: “À Mãe do Evangelho vivente, pedimos a sua intercessão a fim de que este convite para uma nova etapa na Evangelização seja acolhido por toda a comunidade eclesial”.

Dom Manuel Parrado Carral