Neste mês de outubro estamos concluindo o processo de avaliação de nosso 6º Plano Diocesano de Pastoral, no enfoque da missionariedade, com a realização das assembléias nas Regiões Episcopais. A leitura da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões, em 23 de outubro, com o tema: Igreja missionária, testemunha de misericórdia muito nos ajudará. (A íntegra da mensagem encontra-se no Site da Diocese: www.diocesesaomiguel.org.br).

No início de sua mensagem o Papa Francisco nos convida a celebrar o Dia Mundial das Missões neste ano jubilar da misericórdia no enfoque da “missão como uma imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. Somos todos convidados a «sair», como discípulos missionários para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. Em virtude do mandato missionário, a Igreja quer chegar a quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho», e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança.”

Nosso 6º plano diocesano de pastoral, na página 25, indica: “os grupos humanos e categorias sociais que, em nossa realidade, merecem atenção especial e prioridade na evangelização: jovens, pessoas da periferia, trabalhadores com grande mobilidade, afro-brasileiros, intelectuais, artistas, políticos, formadores de opinião. Importa ir ao encontro com a pastoral da visitação: nos locais de trabalho, nas favelas e cortiços, alojamento dos trabalhadores, instituições de saúde, prisões, albergues, moradores de rua”. O estado permanente de missão exige sair da “mesmice”, do trabalho de manutenção, mais fácil e menos exigente, para ir ao encontro das pessoas. Nas assembléias regionais vamos poder contemplar o cenário de nossa missionariedade que a sintese das assembléias do setor pastoral vai nos apresentar.

A partir do quarto parágrafo de sua mensagem o Papa Francisco ressalta a “presença de tantos homens e mulheres de todas as idades e condições que, como nos primeiros tempos da comunidade cristã, dão testemunho deste amor de misericórdia. Sinal eloqüente do amor materno de Deus é uma considerável e crescente presença feminina no mundo missionário, ao lado da presença masculina. As mulheres, leigas ou consagradas – e hoje também numerosas famílias –, realizam a sua vocação missionária nas mais variadas formas: desde o anúncio direto do Evangelho ao serviço sociocaritativo. Ao lado da obra evangelizadora e sacramental dos missionários, aparecem as mulheres e as famílias que entendem, de forma muitas vezes mais adequada, os problemas das pessoas e sabem enfrentá-los de modo oportuno e por vezes inédito: cuidando da vida, com uma acrescida atenção centrada mais nas pessoas do que nas estruturas e fazendo valer todos os recursos humanos e espirituais para construir harmonia, relacionamento, paz, solidariedade, diálogo, cooperação e fraternidade, tanto no setor das relações interpessoais como na área mais ampla da vida social e cultural e, de modo particular, no cuidado dos pobres.”

Na realidade sofrida de nossa Diocese de São Miguel Paulista a Igreja quer ser uma presença missionária que testemunha a misericórdia. Para isso ela conta com 113 padres diocesanos, 27 padres pertencentes a Congregações religiosas, 08 Diáconos Permanentes, 21 seminaristas, 11 Institutos de vida Consagrada – masculina e 19 Institutos de vida consagrada – feminina, com colégios, obras sociais, hospitais e 16 Leigas Consagradas à Igreja Particular, mais de 4.000 ministros não ordenados e grande número de leigos e leigas pertencentes às pastorais e movimentos, fiéis não ligados a nenhum movimento ou pastoral, os missionários e missionárias anônimos que na oração, na dor e no sofrimento enriquecem o tesouro espiritual de nossa Igreja Particular. A todos, em nome do Senhor Jesus minha gratidão, a certeza de minha amizade e oração: Somos a Igreja de Jesus Cristo, Povo de Deus a caminho rumo à casa do Pai.

Os nossos “missionários sabem, por experiência, que o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria e reconciliação, justiça e paz a todos. «Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho», nos diz o Papa Francisco. Vale a pena gastar a vida pelo Evangelho.

Que a Virgem Maria, a Senhora da Penha, primeira missionária do Pai nos ajude a fazer tudo o que Ele nos disser (cf.Jo 2,3).

Dom Manuel Parrado Carral