Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior
evangelizador enviado por Deus e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus ...
Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de
Jesus Cristo e, nele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família,
do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.
(DA-118).

O Plano de Pastoral é, entre muitos outros, um instrumento de trabalho que pode e deve ser muito eficaz para alcançar os objetivos próprios da evangelização no serviço, no anúncio, no diálogo e no testemunho de comunhão. Nas dimensões da evangelização se abrem a possibilidade de servir a humanidade nos ministérios da Palavra, da Liturgia e da Caridade, e a oportunidade de envolver todos os fiéis na missão.

Sabemos que a evangelização não depende única e exclusivamente de um plano de ação, pois, além de contar com outros meios que já usamos habitualmente, tem a certeza de seu sucesso na ação do Espírito Santo e na presença do próprio Jesus Ressuscitado que caminha conosco. O plano não vem para substituir a prática da comunidade de fé, mas sim, para ser um subsídio à ação pastoral que a comunidade desenvolve.

O grande mérito de um plano de pastoral é ser um trabalho de mutirão para o qual concorrem a atenção, o serviço, o esforço, os dons e os talentos de cada participante de sua elaboração. Portanto, num plano de pastoral está embutida a esperança de que ele possa motivar uma ação comum que nos leve à comunhão fraterna e à construção da unidade em busca de uma humanidade renovada na justiça e na paz.

A busca da unidade é, e sempre será, para a comunidade cristã, um mandato que traz o apelo de Jesus, “que todos sejam um”. A unidade nos leva a um caminho de comunhão de vida plena com o Cristo Jesus e com os irmãos e as irmãs. Podemos e precisamos mostrar um rosto que identifique a ação da nossa Igreja Particular. Nossa ação deve ser marcada pelo sinal de nossa união e pela eficácia da nossa comunhão eclesial. Há trabalhos sociais que muitas organizações e instituições prestam ao povo e que são muito benéficos. A ação da Igreja não concorre com elas, mas quer ser principalmente voltada para o mais pobre, o mais necessitado, o excluído e aquele que não encontra sentido em sua vida.

Apresentando as pistas de ação o plano diocesano de pastoral nos incentiva a identificar os trabalhos mais importantes que podemos fazer juntos. Aponta o que é prioritário, urgente e necessário para que a nossa ação pastoral responda aos anseios do povo de Deus. A apresentação de pistas não quer limitar a nossa criatividade pastoral, mas, sim nos instigar e motivar a encontrar outras semelhantes que produzam os mesmos efeitos na evangelização.

Por fim o plano de pastoral quer nos dar uma referência para a avaliação de nossa ação. Pastoral. Empolgados na execução não podemos deixar de avaliar a eficácia do que fazemos. A avaliação permite a retomada da ação já experimentada. A avaliação pode trazer e sempre traz novo ânimo e novos frutos para a comunidade.

Se olharmos o plano com otimismo e nele reconhecermos um chamado para nossa vida de fé que encontra na comunidade sua melhor maneira de buscar a comunhão, faremos dele um bom instrumento e poderemos juntos alcançar objetivos comuns que nos unem na caminhada.

Colocando em nossa vida o desejo de bem acolher a todos peçamos a intercessão de Nossa Mãe, Maria Santíssima que sabe nos dar coração acolhedor, pois, acolheu em sua vida, Jesus Cristo nosso Senhor.

Dom Manuel Parrado Carral