“Como o Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20,21)

13Na mensagem do Papa Bento XVI para o 85° Dia Mundial das Missões,  ele lembra, citando o Papa João Paulo II, que “A Missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé, que ela se fortalece!”(R M 2).

O mandato, “Ide e anunciai”, convoca a todos os cristãos a se responsabilizarem pela exigência de uma nova evangelização cada vez mais urgente e necessária no mundo de hoje. O Papa alerta que, de maneira especial, esse mandato ressoa na Liturgia que ao celebrar o Mistério Pascal de Jesus Cristo nos faz experimentar a força daqueles que “ao encontrarem o Senhor ressuscitado, sentiram a necessidade de O anunciar aos outros”.

“Os destinatários do anúncio do Evangelho são todos os povos”. Lembra o Papa: a Igreja, ‘é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus-Pai, na Missão do Filho e do Espírito Santo’ (AG 2). Esta é “a graça e a vocação própria da Igreja: ela existe para evangelizar”. (EN 14). Uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal Missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço” (RM 1). Não podemos permanecer tranquilos, pensando que, depois de dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Jesus Cristo e ainda não ouviram a sua Mensagem”.

Assim como o Papa, nós temos consciência que, na atual cultura globalizada, se espalha uma mentalidade que prescinde de Deus. Mesmo onde o cristianismo era a tradição, as mudanças de vida e pensamento levam as pessoas a um estilo de vida  como se Deus não existisse.

“O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas constitui uma dádiva a compartilhar, uma boa-notícia a comunicar. E este dom-compromisso é confiado não apenas a alguns, mas sim a todos os batizados, que são ‘a gente escolhida... a nação santa, o povo que Ele adquiriu’ (1Pd 2,9), para que proclame as suas obras maravilhosas”, enfatiza o Papa.

A evangelização exige o empenho de todas as forças da Igreja e o Dia Mundial das Missões quer ser um momento forte de conscientização, de apelo e de engajamento em favor da obra missionária que quer apoiar todos aqueles, que na Igreja, se empenham em viver as tarefas complexas de evangelização nos territórios de Missão, onde as condições de vida das pessoas são sub humanizadas pelas guerras, pela fome, pela falta de atendimento médico e pela ausência de escolas.

Na participação co-responsável da Missão da Igreja, “o cristão torna-se construtor da comunhão, da paz, da solidariedade que Cristo nos concedeu, e colabora para a realização do plano salvífico de Deus para toda a humanidade”. A autêntica vocação cristã alcança sua plenitude no caminho comum a todos os que reconhecem sua obrigação de levar a todos, pela palavra, pela ação, pelo testemunho e pela ajuda solidária, o tesouro da Boa Nova de Jesus Cristo.

O Papa Bento XVI deseja que “O Dia Mundial das Missões reavive em cada um o desejo e a alegria de “ir” ao encontro da humanidade levando Cristo a todos”. Para nós o mês dedicado às Missões deve, de maneira especial, reavivar o nosso empenho em colocar em prática o nosso 5º Plano de Pastoral que privilegia a ação missionária como uma das prioridades diocesana.  Os encontros, as celebrações e o gesto concreto da coleta pelas Missões podem e devem ser um bom instrumento de animação nas nossas comunidades para que, ao passar o mês de Outubro, nosso testemunho de discípulos missionários de Jesus Cristo possa ser mais sentido pelo povo.

Dom Manuel Parrado Carral