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Na reunião das coordenações de pastorais e movimentos, realizada no último dia 11 de fevereiro, o Pe. Ademir José de Souza fez uma exposição sobre o tema acima. Pela sua importância, transcrevemos neste espaço sua exposição.

“O 5º plano diocesano de pastoral de nossa diocese nos ajuda perceber com clareza a importância da formação de todo povo de Deus, de modo especial aqueles que se dedicam diretamente às pastorais e movimentos.

Em um mundo tão fragmentado e tão relativista, pensar a formação dos agentes  pastorais, entendida como um processo lento e muitas vezes árduo, se torna cada vez mais desafiador. Hoje, nossa gente é bombardeada pelo excesso de informações e ameaçada por tantas propostas que fogem completamente aos ideais cristãos. De fato, diante da realidade, a formação se faz cada vez mais necessária. O que queremos formar em nós, ou o que é necessário para nossa formação? Citando o documento de Aparecida, na página 35 de nosso 5 plano diocesano de pastoral, lemos: “Missão principal da formação é ajudar os membros da Igreja a se encontrar sempre com o Cristo, e assim reconhecer, acolher, interiorizar e desenvolver a experiência e os valores que constituem a própria identidade e missão cristã no mundo”.

Precisamos nos formar como membros da Igreja, formação que é encontro com Cristo, que se dá em um processo de reconhecimento, acolhimento, interiorização e desenvolvimento dos valores e da missão cristã no mundo. A formação não é apenas conhecimento intelectual ou doutrinal, mas sim, conhecer à luz da fé e dos valores cristãos as verdades anunciadas e vividas por Jesus Cristo.

Em que momentos nos formamos? Nos formamos na catequese permanentes, em cursos, nas semanas bíblicas e nos encontros. Em todos estes momentos estamos nos formando como membros da Igreja, sempre iluminados pela Palavra de Deus.

No processo de formação podemos nos pergunta: formar para que? “As exigências da formação decorrem das necessidades próprias de cada pastoral e atividade dentro da comunidade, para ter claros os objetivos, trabalhar com eficiência e dar respostas adequadas”(5º plano diocesano de pastoral – pág. 35).

Quem é formado? O povo de Deus em geral, mas principalmente os agentes de pastoral.

Quem é formado? O agente de pastoral em todas as dimensões da ação evangelizadora: dimensão espiritual, doutrinal, social e missionária. Estas são as dimensões que compõem a ação evangelizadora, que à luz da Palavra de Deus vão adquirindo corpo, forma e estrutura. “É necessário que o agente de pastoral, além de destinatário da formação, seja também sujeito: procure por si mesmo meios de se formar sempre mais e melhor no seu ministério. Não se contente com um conhecimento básico” (5º plano diocesano de pastoral – pág. 36).

Quem nos forma, ou, qual o conteúdo de nossa formação? A Palavra de Deus, a doutrina da Igreja “Catecismo da Igreja Católica”,  o contexto em que vivemos e agimos, os documentos da Igreja (Santa Sé e CNBB), a vida litúrgica e sacramental como participação ativa e consciente na celebração dos divinos mistérios, a caridade como serviço e a acolhida dos mais necessitamos, formando os agentes de pastoral à sensibilidade social e à solidariedade (5º plano diocesano de pastoral – pág. 39).”

            Recomendo às lideranças de nossas comunidades paroquiais
ler e refletir em grupo o texto acima.

Dom Manuel Parrado Carral